Rei Nada

Rei Nada

 .

Se da seda cedo visto,
pelo visto sou de sorte.
Cedo o topo para a corte,
decido o “se” do meu destino.
Sou bem menos que imagino,
só humano, um peregrino.
 .
Se tenho o rei na barriga,
no trono sento e abdico.
Pois foi sentado no penico,
que evacuei a arrogância.
Desandado com a ignorância,
prisão de vento é desatino.
Se dá sede de feminino,
fé menino… Seja homem!
Como mulher não se come,
comungo do amor interino.
Ser livre sem ser libertino, 
to be, or not to be… eis a questão.

.

Você pode gostar...

2 Resultados

  1. Dulce disse:

    Bela forma de evacuar a arrogância 😀
    Comum a todos os humanos… nem mais, nem menos.
    Versos que escondem mais que uma mensagem… para o bom entendedor (leitor).

    • panografias disse:

      Obrigado pela visita e comentário Dulce ! Eu diria que as várias mensagens escondidas aqui, poderia se resumir em apenas uma : o desapego. Nestes versos, eu mesmo faço a pose e me desenho num auto-retrato, e o esboço não poderia sair de outra forma kkkkkkkkkkk. Um grande beijo

Seu comentário é sempre bem-vindo, Amigo... obrigado !

error: Content is protected !!
%d blogueiros gostam disto: