Prato do dia

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Dorme menino…

Porque o sono aliviará tua dor

Porque fome não é desatino

Porque migalhas não é amor

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Dorme menino…

Porque a morte te acalanta

Porque gula é pecado granfino

Ter fome aqui não adianta

.

Dorme menino…

Porque pacientemente te espero

Porque ressurreição é teu destino

Rumo aos braços do Eterno

.

Dorme menino…

Porque logo te farei um favor

Porque tua beleza é efêmera

Não deixarei rastros deste horror

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Autor: Sandro Ernesto 01/05/2013

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18 Resultados

  1. Lu Amor'im disse:

    … Meu coração fica destroçado com as dores da fome.. Minha boca seca, foge-me o raciocínio… Eu realmente sofro sabendo dessa trágica realidade… nossas mesas fartas, muitas vezes dispensamos no lixo restos que deveriam ser reaproveitados…. E a gente volta os olhos para o céu… em prece profunda e concentrada, rogamos a misericórdia de Deus…
    Manhã serena e iluminada no teu coração, meu ‘Chão de Estrelas”.
    Beijos de chocolate! ❄ღ⁀⋱‿✴

    • panografias disse:

      Também acho trágico minha querida amiga, e ainda mais em pleno século XXI. Esta imagem (que fala por si só) e minha poesia é tão impactante que nos remete à uma reflexão imediata. Misericórdia, Compaixão. Obrigado pela visita e comentário minha querida achocolatada (gostio muitio). Beijo no coração!

  2. Anônimo disse:

    Que Maravilha, Sandro!
    Parabéns!

  3. Rita Cidreira disse:

    Maravilha, Sandro!
    Parabéns

    E eu digo assim:

    ÁFRICA ESQUECIDA

    I
    Exaurir o sentimento, quem dera!
    Experimentada e fundamentada, na miséria!
    Na enfatizada razão do sofrimento.
    Que desconectando o mundo não atina, no silêncio sem fala.

    II

    Daqueles que o coração bate sem alento,
    De bucho vazio na ânsia do alimento.
    Com a alma perdida, do corpo descarnado,
    De ossos a mostra exuberantes, a flor da pele.

    III

    Olhos do mundo voltados a outros, cala!
    Sem ao menos difundir a realidade!
    Da fome a sede, do triste olhar, há se esbugalhar!
    Da falta de acolhimento e morada!

    IV

    Do cansaço exacerbado, da busca
    Evasiva do alimento, para o sustento,
    Do sôfrego corpo andante, sem eficácia.
    Que sem firmeza, respira dificultosamente.

    V

    Busca no dissipar do último suspiro.
    Um único desejo, volatizado na
    Sublime vontade inconsciente, do inconsciente,
    De abrandar, momentaneamente seu anseio real, a fome!

    VI

    A necessidade de viver, ÁFRICA!
    A precisão de enxergar, ÁFRICA!
    A inevitável devastação, ÁFRICA!
    A desolação e FOME, ÁFRICA!
    (Todos os Direitos Reservados a Rita Cidreira)

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