Anjinho

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A minha infância foi poema.
O quintal; parque de diversão.
Brincava só de pés descalços.
Comia frutos da imaginação.
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Pescava aranha com chiclete.
Fazia besouro puxar carroça.
Cutucar casa de marimbondo,
Não era brincadeira perigosa.
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Passarinhos caíam na arapuca.
Um só caiu pelo meu bodoque.
Já brinquei com um escorpião,
Não ser picado foi pura sorte.
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Coloquei borboleta na coleira.
Já espetei bunda de tanajura.
Injeção era ferrão de abelha,
Nada entendia de acupuntura.
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Esfreguei vaga-lume na roupa.
Guardava cigarra na caixinha.
Roubei muito jambo e biribá,
Em cima do telhado da vizinha.
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Paraquedas era guarda-chuva.
Guarda-roupa era esconderijo.
Caixa d’água era meu aquário.
Do meu quintal fiz um paraíso.
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Com abacate criava vaquinhas.
Fazia cabana de folhas verdes.
Escrevia versos atrás da porta.
Desenhava muito nas paredes.
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Bolinhas de gude e papagaios,
Jogo do bafo, polícia e ladrão.
Eram brincadeiras de crianças,
Mais comuns da minha geração.
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Assim foi minha infância querida.
Pique esconde e muitas caretas.
Mãe dizia que era eu hiperativo.
A vizinhança:_ Ele era o capeta!
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Autor: Sandro Ernesto 10/05/2017
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Pelas carinhas de anjos, adivinhem quem foi

que roubou meu pirulito justamente na hora da foto?

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14 Resultados

  1. ANAFOG disse:

    por alguns segundos…voltei no tempo…rs…

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