Ócio

Ócio 
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O ócio tá osso…
Falo o quero
O que outros falam não ouço
Sorriso na lata
E sem um puto no bolso
Sinto-me tão jovem
Mas não sou tão moço.
Minha mente flutua
E a tua no calabouço.
E cada vez mais armas
De calibre grosso.
Já pensou se secar
A água do poço?
Da onde viemos
Tem fóssil no fosso?
Pintei as rodas do carro
De um preto fosco
Chame-me de brega
E eu te chamo de tosco.
Masco um musgo
E a mascote é um encosto.
Há vida após a morte
Depois que morre de desgosto?
Se Afonso também é santo
Sou santinho do pau oco.
No papa vi a humildade
Estampada no rosto.
Sai uma poesia quentinha
Pra este frio de agosto.
Eh… E o ócio tá osso
Termino a poesia aqui
Pra comer ali um tira-gosto.
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Autor: Sandro Ernesto 01/08/2013

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4 Resultados

  1. Daniel Andre disse:

    Essa é uma das que eu mais gosto. Você brinca com as palavras como o Chico. Grande abraço, e ótimo dia camarada!

    Dan.
    http://gagopoetico.blogspot.com.br/

  2. Engraçado André, que ontem estava ouvindo um especial dele no canal Brasil e estava observando isto nas letras das músicas dele… realmente ele brinca muito com as palavras. Ele é fantástico. Obrigado pela leitura e comentário meu amigo ! abraços

  3. E porque foi comer um tira-gosto
    me despeço a contragosto.

    Adorei!

  4. kkkkkk A vantagem que a casa é sua e pode voltar quando quiser … obrigado minha querida amiga ! Beijos em seu coração !

Seu comentário é sempre bem-vindo, Amigo... obrigado !

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